CALDO VERDE VENCEDOR
O CALDO VERDE
"Teve a sua origem no Minho, mas foi adoptado por todas as províncias do País, escritores e poetas referenciam-no nas suas obras, tendo a receita sido até escrita em verso, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão, são alguns dos escritores cujas obras fazem descrição e comentários ao nosso CALDO VERDE, António Correia de Oliveira define-o da seguinte forma, QUE NÚPSIAS DE SUSTENTO E DE SABOR,” o poeta Reinaldo Ferreira descreve O CALDO VERDE num poema que Amália Rodrigues, cantou e imortalizou tornando-se no segundo Hino Nacional. “UMA CASA PORTUGUESA”, (“BASTA POUCO, POUCOCHINHO P´RA ALEGRAR, UMA EXISTENCIA SINGELA… É SÓ AMOR, PÃO E VINHO, E UM CALDO VERDE, VERDINHO A FOMEGAR NA TIJELA”). Fernando Pessoa foi devoto consumidor desta simbiose de caldo de batata e couve-galega cegada bem fina, que seja em abundância, e sal quanto baste, com um subtil aroma a cebola e alho, para ajudar á sustancia, com seus olhos de fino azeite desperto á superfície, e sua tora de chouriço, afirmando-se como persigo, tudo na tigela fumegante, com a fatia de broa fazendo-lhe companhia, pronto para mantença, foi em tempos de menos abundância prato principal para os menos abastados. Sempre ali junto ao fogo da lareira, naquela panela de ferro pronto para a partilha. Servir em tigela de barro como manda a tradição."
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